Incompetência. Incompetência e corrupção. Qual o preço? Vidas humanas.

Continuamos a eleger incompetentes para os nossos cargos públicos. Nos últimos 43 anos, temos vindo a perder toda a potência governamental. Colocamos na mão de privados o que devia ser estatal. Colocamos na mão de privados que estão feitos com o estado para poderem “mamar” o dinheiro dos impostos que todos pagamos. E não há sequer vergonha de vir para a televisão meio em riso admitir o que o Sr. Daniel Sanchez admitiu. Colocamos em cargos demasiado importantes, com poderes decisivos enormes e tão autónomos pessoas sem qualquer tipo de carácter, formação ou responsabilidade. Quem é Daniel Sanchez, qual a sua formação? Adjudicou um sistema que custou 540 milhões de euros e que o próprio assume que não funciona correctamente! É escandaloso. O SIRESP custou 540 milhões de euros e falhou à hora em que se cortavam estradas. E falhou, muito provavelmente enviando mais de 30 pessoas para a sua morte, numa estrada que deveria estar cortada. E não se julgam estas pessoas nem os demais que continuam a levar à falência este pobre estado à beira mar, outrora rico. Brincamos aos presidentes, aos deputados, aos ministros. Trocamos ministros de cargos, como quem troca camisas (relembre-se a tomada de posse de Santana Lopes) e damos ordens sem saber bem o que estamos a ordenar. Os grandes, ou que se acham grandes, ou que se acham senhores da sabedoria, continuam a não ouvir os “pequenos”. Os que efectivamente estão no “terreno” e que têm formação ou, mais que isso, têm a sensibilidade para perceber efectivamente o que precisamos para determinado fim nunca são auditados para decisões deste calibre. Não há coordenação. Não há consulta. Há NEGÓCIO. E continuamos a perder dinheiro, a enriquecer os ricos e continuamos a dar de “mamar” a estes políticos rascos, sem dignidade e sem carácter. Continuamos a dar de “mamar” a crianças em ponto grande que se julgam mais que os outros. Que se julgam mais do que os 64 mortos do fim de semana passado, que se julgam mais do que os 157 feridos ou que os 800 bombeiros que arriscaram a vida a combater o fogo. Que arriscaram combater o fogo de forma voluntária, sem qualquer NEGÓCIO à mistura e com os veículos e meios que a muito custo conseguiram comprar com os donativos da POPULAÇÃO.
Não se trata de votar. Não se trata de votar A, B ou C.
Trata-se de saber quando é que de uma vez por todas estes políticos que temos, reles, ganham vergonha na cara e se tornam de uma vez por todas competentes, ou pelo menos que deixem os mais competentes ajudá-los a governar.
PS – atenção que não percebo nada de incêndios, policias, comunicação entre eles. Já de sistemas de comunicação percebo um pouco. No entanto, percebo o suficiente para entender que já há mais de 10 anos que os membros de um qualquer governo deveriam ter se rodeado de gente competente para de uma vez por todas combater este flagelo de uma forma eficaz.
Continua a haver negócio no combate aos incêndios com o uso dos meios aéreos privados, continuam a haver incendiários e continua a haver o negócio da madeira…
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One response to “Incompetência. Incompetência e corrupção. Qual o preço? Vidas humanas.

  1. […]No entanto, percebo o suficiente para entender que já há mais de 10 anos que os membros de um qualquer governo deveriam ter se rodeado de gente competente para de uma vez por todas combater este flagelo de uma forma eficaz.
    Fizestes boa reflexão do cotidiano já tão banalizado o descaso.

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