“Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”

“Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”, disse há cerca de 50 anos Ernesto Ché Guevara (a frase original é de Edmund Burke). Há 50 anos, Portugal era um país no seio de uma ditadura. O povo queixava-se. Eramos “atrasados” e a nossa cultura era fraca. Reinavam os “3 éffes” – Fátima, Fado e Futebol. Veio uma revolução, a ditadura caiu. De forma atabalhoada, é certo. Em 38 anos tivemos 19 governos: Em média, isto significaria um governo por cada dois anos. Durante a 3ª Républica, o FMI actuou duas vezes em Portugal, em 77 e 83. Passados 30 anos, voltámos a deixar que a história se repetisse e voltamos a ter o FMI no nosso país. Criticou-se Salazar durante anos, mas acabámos por colocar o país nas mãos de quem nos levou à bancarrota, quando, apesar de tudo, Salazar nos deixou um país moderadamente rico. Era um povo pobre, num país rico. Hoje, somos um povo pobre num país pobre…

Passadas quase 4 décadas da revolução dos militares, somos um povo livre… um povo livre que escolheu continuar a ser “preso”. Preso na cultura, preso no pensamento. Os 3 éffes, Fátima, Fado e Futebol continuam: Futebol – O país pára para ver o Benfica e a Selecção jogar. E se ganharem, adeus crise!; Fado (música) – Portugal é um dos países da europa com mais festivais de música e todos eles estiveram cheios este ano, um dos anos em que mais se falou de crise; Fátima – talvez o ponto onde o decréscimo foi maior, mas continuamos a nos “distrair” bastante com isto. No fim de contas, um país já endividado parou em 2010 para receber o Papa com custos e implicações astronómicas.

A somar a tudo isto, continuamos a não nos querer cultivar. Somos um povo cujos governantes ponderam agora fechar a RTP2, o único canal em sinal aberto que emitia programas culturais, e ainda assim isso não nos faz confusão. Dos restantes 3 canais… venha o diabo e escolha. Somos um povo que prefere ver “Big Brothers”, “Casas dos segredos” e telejornais sensacionalistas da TVI (mas que muda de canal quando o Marcelo Rebelo de Sousa nos dá uma aulinha semanal de cultura). E digo prefere e reitero esta palavra porque é o que de facto se passa, por mais que nos queiramos enganar com a célebre frase “não há nada melhor para ver”, quando gastámos quase 50€ para ter em casa mais de uma centena de canais. Fala-se de quem entrou, quem saiu e do que se fez nesses programas sensacionalistas. Vivemos demais a pensar na vida dos outros… Toda a noite vemos telenovelas. Horas e horas de histórias de encantar e não só, talvez para tentar fugir a este nosso mundo triste e desesperante. Há 50 anos não tínhamos computadores e queixávamo-nos de não ter acesso à informação. Hoje usamos os nossos computadores super-rápidos, com maravilhosas ligações à internet para jogar aos quintais no facebook e para partilhar a fotografia bonita do cãozinho e do gatinho. Cultivarmo-nos? Náaa…

Não lemos! Sim. Não lemos. Por um lado, como dizia um professor universitário meu, “ler o jornal do metro não conta!”. Por outro, lemos livros que são… como o António Lobo Antunes disse, “livros maus que as pessoas compram às grosas”. Maltratamos todos os dias a nossa língua portuguesa e quando isto acontece, ainda introduzimos um acordo ortográfico de carácter duvidoso. Mas continuamos a maltratá-la e nem sequer nos preocupamos em corrigir.

Mas tal como comecei esta minha “divagação”, um povo que não se preocupa em saber a sua história, está condenado a repeti-la. Em tempos, perguntaram-me o porquê de ensinarem história na escola básica e secundária, “o que é que ganhamos com isso?”. Ora bem, é com a história que aprendemos a não cometer os mesmos erros. É com a história que sabemos como foi o nosso caminho até agora, e o porquê de existirem certas situações. Mas atenção! Há que a ensinar como deve ser. No meu tempo, repetíamos a história da carochinha dos Romanos, dos Gregos… e depois a lengalenga dos Reis de Portugal. Mas curiosamente chegávamos à nossa história mais recente, aquela que importa para sabermos o porquê de estarmos como estamos, e nos poderá ajudar a ser cidadãos mais capazes e… subitamente, em 3 ou 4 frases os últimos 70 anos da nossa história tinham sido resumidos. Estado novo? Ditadura? 25 de Abril? 25 de Abril foi uma revolução bonita, aquela, a dos cravos. Ah, e foi no dia 25! E o pós-25 de Abril? Demasiado tabu, este assunto? Pois claro! Ao fim e ao cabo, quem escolhe os programas curriculares do ensino? Aqueles para quem a cultura do povo é mais apavorante, os políticos. Já alguém dizia por aí que “um povo culto é um povo ingovernável”.

Continuamos a não aprender com quem devemos! Com os bons exemplos! Eles existem, mas continuamos a ignorá-los. Sim, porque todos sabemos quem é o plantel do Benfica e sabemos a “história” de todos aqueles que participam na Casa dos segredos. Mas ninguém sabe a história dos grandes. Ninguém se lembra que temos um Rui Nabeiro que diz que não pensa pela cabeça da Troika e de cuja boca nunca se ouviu falar da palavra crise. Bem perto de nós, temos um Álvaro Santos Silva, que após um incêndio na sua empresa em 2011, que os telejornais sensacionalistas apressaram a ditar como o fim para a mesma e para um grande número de postos de trabalho, foi homem para arregaçar as mangas e reconstruir tudo, sem perder um único posto de trabalho. Temos que deixar de ser pessimistas. E temos que deixar de ficar à espera dos subsídios do governo. Temos que deixar de ficar à espera do governo.

Somos os primeiros a ir para a rua para manifestações bonitas, aos solarengos sábados à tarde, para lisboa, para ouvir os Homens da Luta a tocar umas canções, e beber umas “jolas” pelo caminho. Pois eu, eu sempre duvidei destas manifestações. Porquê? Perguntam? Primeiro de tudo, porque a maioria das pessoas que para lá vai, não sabe nem o que vai reivindicar nem como o vai fazer. Só se vai mandar umas bocas para o ar. Em segundo lugar, porque somos um país de calões: quando é para assinar o livro de reclamações de determinado estabelecimento que nos está a prejudicar, quando é para fazer força perante determinado problema, ninguém o faz. “ah, dá muito trabalho”. “ah, hoje não me dá jeito”. Porque somos os que agora pedimos empregos, mas fomos os primeiros a comprar os produtos dos chineses, aqueles que recebem 2€ por dia para trabalhar num cubículo de 4×4 onde milagrosamente cabem 40 pessoas a trabalhar, e não nos lembrámos que talvez… talvez isso pudesse levar a uma repercussão nas condições de trabalho e nos postos de trabalho em si em Portugal, bem com à falência de empresas. E depois de tudo já ter acontecido, continuamos a não comprar produto português. Mas a culpa não foi nossa… nós eramos incultos e não nos apercebemos disso. Nunca ninguém nos tinha ensinado ou alertado. Preocuparam-se mais em nos ensinar factos, em vez de nos ensinarem a pensar um pouco.

Em 1963, Zeca Afonso entoava que os “vampiros” “comem tudo e não deixam nada”. Vivíamos então em ditadura. 50 anos depois, hoje, continuamos com vampiros. Quem são eles? Para onde vão? E para onde nos levam…? E nós? Que papel temos no meio disto tudo? Somos um país de aparências, de palmadinhas nas costas e continuamos a deixar-nos comer por parvos. Somos uns… “portuguesinhos”…

20 responses to ““Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la”

  1. Sérvio Sulpício Galba dizia que o povo da Lusitânia era um povo ingovernável e teria tido certamente boas razões para o ter dito.
    De facto, passados mais de 2000 anos não mudámos muito:
    – A maioria andou a viver muito acima das posses sem ponderar consequências futuras.
    – Andámos a condescender com a megalomania e com o consumismo desenfreado como emblema de um status incompatível com a capacidade produtiva de Portugal.
    – Habituámo-nos a uma espécie de “prostituição” cedendo a interesses alheios as nossas capacidades de auto-suatentabilidade a troco de dinheiro que aqueles nos davam.
    – Pedimos dinheiro emprestado e depois dizemos que não queremos cumprir as regras acordadas antes com os nossos credores.
    – Votamos sempre nas mesmas figuras políticas que se revezam no poder e de seguida falamos mal deles e posterirmente voltamos a pô-los no poder.
    – Dizemos que vivemos numa democracia e nem conhecemos que ela deriva das palavras gregas “Demos” e “Kratos” ( Povo e Poder ), e estanhamente contradizemo-nos falando que os políticos desta nossa democracia estão contra o povo.
    – O funcionalismo público todos sabemos que é muito previlegiado e só faz o que lhe apetece comparativamente ao restante que paga para que os primeiros existam.
    – A justiça (será que merece este designativo?) vive dento de bolhas impermeáveis à vontade e ao interesse do povo, como se fossem semi-deuses. Veja-se quanto ganha um magistrado em fim de carreira. quantos snos precisa um juíz do tribunal constitucional para se aposentar, e quanto vai descontar nestes momentos de aflição económica que estamos a atravessar.

    – Condescendemos que se pague 1 milhao de euros mensais a um jogador de futebol, e criticamos severamente um esfomeado que roube um pão num supermercado

    E: NÃO É VERDADE QUE CONTINUAMOS E IREMOS CONTINUAR A SUSTENTAR ESTAS SITUAÇÕES SEM FAZERMOS NADA POR NÓS PRÓPRIOS NEM DELEGARMOS AS QUEM DE FACTO NOS SAIBA GOVERNAR.

    Sérvio Sulpício Galba, profetizou bem!!!
    Portugal é a campo de caça dos vampiros do Zeca,

  2. Fernando Pereira

    “O funcionalismo público todos sabemos que é muito privilegiado e só faz o que lhe apetece comparativamente ao restante que paga para que os primeiros existam.” Pois é, mais uma vez o funcionalismo público é o alvo a abater. Não pode fugir aos impostos, que lhe são logo abatidos no vencimento ao contrário do privado em que abundam esquemas para lhes fugir; toda a sua carreira profissional é escarrapachada em Diário da República até à aposentação, cujo valor é também aí afixado ao contrário do privado; tem de aturar cidadãos mal formados e mal educados que, como você, julgam que a Função Pública é um mar de rosas; tem de desempenhar o seu trabalho com equipamentos obsoletos porque não há dinheiro para novos devido às restrições orçamentais; está permanentemente sujeito a avaliação de desempenho ao contrário do privado e a progressão na carreira há muito que ficou pelo caminho; a segurança no emprego, que até agora era o principal motivo de inveja contra a FP, está em vias de ser extinta e, nesse ponto, ficará igual ao privado, isto é, tudo nivelado por baixo; os salários, esses, são uma anedota se comparados com o privado (a não ser que se considerem gestores e administradores públicos, uma classe à parte). Por último, não vejo ninguém a querer sair do privado para ir para o público.

  3. Fernando Pereira

    Ah! E não foi Sulpício Galba que fez essa observação, mas sim Júlio César: “A Ibéria tem um povo que não se governa nem se deixa governar!”

  4. Mentira! Quem disse a frase acima foi o ilustre conservador irlandês Edmund Burke (1729 — 1797), em inglês: “Those who don’t know history are destined to repeat it.” [Aqueles que não conhecem História estão destinados a repetí-la]
    Muito depois, o espanhol, radicado nos Estados Unidos, George Santayana (1863 – 1952), em sua obra “Reason in Common Sense” de 1905 disse originalmente em inglês: “Those who cannot remember the past are condemned to repeat it.” [Aqueles que não conseguem se lembrar dos passado estão condenados a repetí-lo] e que aparece grafados diferentemente como: Ou “Those who ignore history are bound to repeat it.”, em tradução livre [Aqueles que ignoram História estão limitados (destinados) a repetí-la.]”; ou “Those who ignore history are doomed to repeat it” [Aqueles que ignoram História estão condenados a repetí-la.]”.
    Logo não foi o psicopata, mentecapto e facínora do Che Guevara que idealizou esta frase. Se for verdade que em algum momento de sua vida disse isso, apenas reproduziu o que ouviu.

  5. Celso Pagotto

    Vivemos a mesma situação aqui no Brasil! Se fosse escrito por um brasileiro trocaria o fado pelo funk!

    • Mesma situação no Brasil ? Hahaha !!! Me desculpe, mas você deve ter bebido um pouco demasiadamente !
      A Situação aqui é milhões de anos luz PIOR do em Portugal.
      Basta ver os noticiários de escândalos na Saúde, Segurança Pública, Politica principalmente. Basta ver os retirantes brasileiros que estão lá, e, atualmente, não existe português que querem vir para trabalhar aqui.

    • Luciano Araujo Nogueira

      Kkkkk boa! Mas devemos dizer que o funk está anos luz de ser comparado com o fado, o funk é o último estágio da bestialidade…

  6. A frase exata é levemente diferente, ainda que seu significado seja o mesmo: “Aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo”. Ela foi escrita por George Santayana, pseudônimo de Jorge Agustín Nicolás Ruiz de Santayana y Borrás, um filósofo, poeta e ensaísta espanhol que fez fama escrevendo em inglês.

    http://super.abril.com.br/blogs/superblog/frase-da-semana-aqueles-que-nao-conseguem-lembrar-o-passado-estao-condenados-a-repeti-lo/

  7. Eis uma das frases mais representativas (se não a que melhor representa) a história política brasileira, uma vez conhecido seu passado colonial. Hoje em dia, em essência, todo esse retrocesso através dos constantes desvios de conduta (moral, política e/ou financeira) são, no mínimo, resultados indiretamente ligados a esse desconhecimento de nosso passado. É verdade, no entanto, que apenas seu conhecimento não bastaria para mudar a tragédia, mas pelo menos, perceberíamos que, seja pelo bem ou por mal, a roubalheira forma a identidade política do brasileiro.

  8. A frase: “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la” nem foi escrita assim, nem é da autoria de Che Guevara!
    A frase correcta é da autoria do filósofo e escritor espanhol (mas que escrevia em inglês) George Santayana (Madrid, 1863; Roma, 1952), e diz: «”aqueles que não podem lembrar o passado, estão condenados a repeti-lo” (“Those who cannot remember the past, are condemned to repeat it”), e consta da sua obra “A Vida da Razão”, de 1905. (ver: https://pt.wikipedia.org/wiki/George_Santayana)

  9. Silvio Carlos

    Tudo muito parecido com o Brasil,o povo enche vários estádios de futebol, milhões se prendem a novelas e outros tantos milhões a diversas religiões ,não valorizamos os bons exemplos, valores morais são desprezados,através de câmeras vemos,preconceito, racismo, assaltos,, professores que apanham de alunos,tragédias ambientais,assassinos no trânsito ,desculpe o desabafo é nossa realidade.Está difícil acreditar no ser humano,procuro fazer minha parte,um abraço amigo.

    • Luciano Araujo Nogueira

      Sílvio Carlos, muito bom seu comentário, porém, é ignorância dizer “outros tantos milhoes se prendem a diversas religiões”, isso não tem feito o povo ficar pior, pelo contrário, é lá que aprendemos o respeito, senso de justiça, não sermos corruptos, não se prender as coisas do mundo(novelas), tudo oque os brasileiros precisam. Prefiro mil vezes uma igreja do que um boteco (bar).

  10. Muito bom texto meu amigo! Algumas horas vejo como se estivesses falando do Brasil!!
    Pelo que vejo aí é como aqui.
    Sou brasileiro. Parabéns pelo texto.

    Um abraço!

  11. Helena Faraco

    A história de Portugal assemelha-se a do Brasil. Tanto que Ruy Guerra e Chico Buarque fizeram a música Fado Tropical… e depois Chico Buarque fez “Tanto Mar” … mas aqui “Um povo que não conhece a sua história está condenado a repeti-la” … tanto que por não saberem a história, não entendem a música e, agora com essa situação política desastrosa o Brasil está em vias de perder sua democracia ( de novo). E Chico Buarque é maltratado nas ruas por ter uma posição política que adquiriu conhecendo a história do Brasil contada pelos perdedores. Nosso retrocesso será muito triste.

  12. ALEXANDRE JOSE BARROS

    O Brasil nunca viveu uma democracia plena, assim como também Portugal, e os países ocidentais, nos tempos atuais, não a viveram. Confunde-se muito Governo Representativo com Democracia. A grosso modo, o que aconteceu foi a tomada do poder da realeza pela burguesia, pela elite. No sistema democrático o poder emana do povo e por ele é exercido, isso já não ocorre no sistema de governo representativo. Nosso representantes não nos representam, e, na prática, o povo aceita dar um cheque em branco para quem ele não confia. Paradoxal essa ideia, mas é justamente o que acontece, a maioria da população não confia nos políticos mas dá a eles o exercício do poder em seu nome.

  13. Alfredo Molim

    Compartlho com o comentário do Alexandre J.Barros. Para que algum país do mundo possa chegar a democracia plena, deverá em primeiro lugar, renegar todos os desejos contidos de suas elites. Ela por sua vez, terá que se converter em povo, pois, na democracia plena o poder emana do povo e por ele exercido, lembrado pelo nosso Alexandre.
    O que temos é uma democracia representada por instituições tidas como democráticas, com poder Executivo,Legislativo e o Judiciário, as 3 priincipais instituições que sugere equilibrar os poderes de uma democracia, mas, que são absolutamente comandada pelas elites.

    Onde há o comando das elites nessas instituições, é impossível se estabelecer democracia, a não ser entre elas.
    O povo de um modo geral participa apenas 15/20% das grandes decisões, assim como se divide a renda das riquezas produzidas pela maioria do povo,em 15/20% e o restante dos 85/80% nas mãos das elites, principalmente em países considerados terceiro mundista.
    Brasil é um exemplo disso, e para sair desse status quo, ou, através de uma tomada de posição de massa, ou, uma revolução educacional-cultural de alguém que emana do povo consiga fazer num projeto de longo tempo para esse objetivo.
    Lula, poderia fazê-lo, preferiu se aliar as elites e com isso até mesmo adaptou-se ao modus operandi singular, que nada mais é que expropriar, explorar, surrupiar, as coisas que ainda ao povo pertencia.
    Portanto, somente com sangue se modofica essa situação. Revoluções sem sangue, não são respeitadas e além do mais são golpes, como houve no Brasil, vários deles, em sua história, e recentemente mais um outro, impeachment de Dilma..

  14. Luciano Araujo Nogueira

    Ótimo texto! Embora Ernesto Che Guevara tenha dito isso a 50 anos atrás, acredito que se toda a América Latina soubesse a verdadeira história do consumismo, nem Che nem Fidel teria chegado vivos em cuba.

    Sou brasileiro, filho de português, mas seu texto é muito familiar, parece um diagnóstico do Brasil, aqui as pessoas só querem saber de futebol, samba e praia, uma expressão que usamos aqui é o “pão e circo”, enquanto tiver beneces do governo, festa e futebol ta bom para o povo.

    • Sim! muito famíliar, sou de Fortaleza Brasilerissíma, rs, e percebo que as pessoas reclamam de tudo, porém, adoram uma tele novela,futebol. Enfim qualquer evento é festa mais quanto precisam de algo por exemplo: escola, hospitais, etc fazem o de costume reclamam…discutir sobre política ninguém gosta, estudar é cansativo, ler é chato e por ai vai… #Ameiotexto

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